terça-feira, 13 de julho de 2010
As controvérsias da rede social Twitter
Pouco tempo após concluir a monografia sobre o uso do Twitter pelas empresas, e vangloriar suas ações de mkt digital, passei a repensar meus conceitos. O uso inconveniente de retuitar, não por iniciativa mas por premiação, a informação jogada ao vento, no escuro, a falta de retorno sobre o relevante, estão fazendo do Twitter a maior ferramenta de troca de besteirol. E pior, isso vicia. Não consegui ver um jogo da Copa sem acompanhar os comentários via Echofon. Boa parte do que faço, vivencio ou simplesmente assisto desperta em mim a vontade de Twittar. E esse sentimento, também coletivo, faz com que a rede social esteja recheada de gente informando, mas pouca gente sendo informada. Falar sobre a própria vida atrai, ler sobre a vida alheia, nem tanto.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Em busca de uma oportunidade por um novo rumo
Falta exato 1 mês para eu fazer 30 anos. Sinto uma certa crise de identidade se aproximando. Olho pra mim (minhas vestimentas), são praticamente as mesmas de quando tinha 18 anos, o que está por dentro delas que detonou um pouquinho, bastantinho aliás. Mas isso nem me assusta tanto quanto me assusta o fato de eu estar formada há 7 anos e ainda ter duvidas do que eu quero ser quando crescer.
Tá rindo? É, fisicamente não rola crescer mais, faz tempo. Mas profissionalmente ainda tenho muito o que investir. Fiz ingles até quase me formar, parei. And almost forget how know to speak the basic (or forgot). Estou praticamente desde que me auto-licenciei da maternidade meio que na mesma área (de web para outras coisinhas- de outras coisinhas para web). Fiz um poquito de tudo, manjo um pouquito de tudo mas agora preciso testar se a comunicação empresarial é a minha! Pode ser que não seja, pode ser que eu me f...por trocar o seguro pelo duvidável mas estou certa que, se fiz uma MBA nesta área, alguma coisa tem que evoluir.
Antes procurava por uma emprego/ carreira com medo de achar. Sempre me foi cômodo trabalhar as cinco horas típicas do jornalismo e ter tempo nem que fosse para dormir mais. Mas definitivamente está na hora de crescer. Agora envio curriculo realmente esperando achar uma empresa que dê a oportunidade nem que seja de começar tudo de volta, aprender tudo novo. Mesmo que seja o dia todo, mesmo que seja ganhar o mínimo (piso). Mesmo que, e tá na cara que nada é em vão, eu jogue a experiencia que tenho fora e aprenda uma nova profissão.
Tá rindo? É, fisicamente não rola crescer mais, faz tempo. Mas profissionalmente ainda tenho muito o que investir. Fiz ingles até quase me formar, parei. And almost forget how know to speak the basic (or forgot). Estou praticamente desde que me auto-licenciei da maternidade meio que na mesma área (de web para outras coisinhas- de outras coisinhas para web). Fiz um poquito de tudo, manjo um pouquito de tudo mas agora preciso testar se a comunicação empresarial é a minha! Pode ser que não seja, pode ser que eu me f...por trocar o seguro pelo duvidável mas estou certa que, se fiz uma MBA nesta área, alguma coisa tem que evoluir.
Antes procurava por uma emprego/ carreira com medo de achar. Sempre me foi cômodo trabalhar as cinco horas típicas do jornalismo e ter tempo nem que fosse para dormir mais. Mas definitivamente está na hora de crescer. Agora envio curriculo realmente esperando achar uma empresa que dê a oportunidade nem que seja de começar tudo de volta, aprender tudo novo. Mesmo que seja o dia todo, mesmo que seja ganhar o mínimo (piso). Mesmo que, e tá na cara que nada é em vão, eu jogue a experiencia que tenho fora e aprenda uma nova profissão.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Resumo do mapa da comunicação empresarial no Brasil apresentado no Congresso da Mega Brasil
* O setor de comunicacão de uma empresa passou, além de cuidar do cotidiano da comunicação como assessoria de imprensa, atualização de conteúdo de site, comunicação interna e organização de eventos, do relacionamento com as agências de publicidade, do marketing (patrocínio culturais e esportivos, ações de sustentabilidade, relações com a comunidade, pequisas), produção de newsletters, ações nas redes sociais.
* Em empresas privadas, o departamento de comunicação não atua abaixo de alguma hierarquia (maioria das empresas pesquisadas). Nas públicas sim. Em uma empresa com 100 funcionários, há em média apenas cinco na comunicação.
* As atividades mais valorizadas na empresa realizadas pelo departamento de comunicação são: assessoria de imprensa, relações com o cliente e com a comunidade. É inversamente proporcional as ações mais realizadas com as mais valorizadas.
* Entre as mídias utilizadas, gestores da rede privada dão preferência primeiramente a jornais e internet. Nos orgãos públicos, para a televisão.
* Na terceirização de serviços, a empresa prioriza a estrutura oferecida, depois senioridades dos profissionais e o tempo de experiência do fornecedor. Na empresa pública, pesquisa revelou que o mais importante é o terceirizado possuir cases de sucesso e clientes de expressão (itens exigidos na licitação). Ambas empresas não valorizam o quanto o fornecedor é conhecido.
* Dentro da comunicação, uma das maiores dificuldades é a mensuracão de resultados, visto que muitas vezes o trabalho é subjetivo. Clippings, pesquisas de opinião, pesquisas internas e avaliações de eventos são os métodos que mais compõe o relatório.
* As mulheres são maioria na área de comunicação, representando 52% do total dos gestores nas empresas. Nos órgãos públicos, há uma predominância masculina. São formados em jornalismo, publicidade ou administração. Em menor número Relações Públicas e Marketing. Todos tem pós-graduação.
* O cenário mudou. A comunicação deixa de ser a primeira a ser cortada em época de crise. A atividade que mais ganha investimento é a comunicação interna. O marketing e a propaganda perdem em investimentos.
* A importância da comunicação interna deve-se ao fato de alinhar pesssoas diferentes na cultura e nas crenças aos mesmos objetivos internos.
* O faturamento, nas empresas privadas, não tem relação com a verba destinada a comunicação.
Mais informações em http://www.institutofsbpesquisa.com.br/pesq_mapa.shtml
* Em empresas privadas, o departamento de comunicação não atua abaixo de alguma hierarquia (maioria das empresas pesquisadas). Nas públicas sim. Em uma empresa com 100 funcionários, há em média apenas cinco na comunicação.
* As atividades mais valorizadas na empresa realizadas pelo departamento de comunicação são: assessoria de imprensa, relações com o cliente e com a comunidade. É inversamente proporcional as ações mais realizadas com as mais valorizadas.
* Entre as mídias utilizadas, gestores da rede privada dão preferência primeiramente a jornais e internet. Nos orgãos públicos, para a televisão.
* Na terceirização de serviços, a empresa prioriza a estrutura oferecida, depois senioridades dos profissionais e o tempo de experiência do fornecedor. Na empresa pública, pesquisa revelou que o mais importante é o terceirizado possuir cases de sucesso e clientes de expressão (itens exigidos na licitação). Ambas empresas não valorizam o quanto o fornecedor é conhecido.
* Dentro da comunicação, uma das maiores dificuldades é a mensuracão de resultados, visto que muitas vezes o trabalho é subjetivo. Clippings, pesquisas de opinião, pesquisas internas e avaliações de eventos são os métodos que mais compõe o relatório.
* As mulheres são maioria na área de comunicação, representando 52% do total dos gestores nas empresas. Nos órgãos públicos, há uma predominância masculina. São formados em jornalismo, publicidade ou administração. Em menor número Relações Públicas e Marketing. Todos tem pós-graduação.
* O cenário mudou. A comunicação deixa de ser a primeira a ser cortada em época de crise. A atividade que mais ganha investimento é a comunicação interna. O marketing e a propaganda perdem em investimentos.
* A importância da comunicação interna deve-se ao fato de alinhar pesssoas diferentes na cultura e nas crenças aos mesmos objetivos internos.
* O faturamento, nas empresas privadas, não tem relação com a verba destinada a comunicação.
Mais informações em http://www.institutofsbpesquisa.com.br/pesq_mapa.shtml
terça-feira, 25 de maio de 2010
"Lost" é o início da tevê colaborativa
Josh Holloway em cena de "Lost"
Embora a pirataria em massa de Lost possa parecer prejudicial para a indústria do entretenimento, foi de fato um dos principais motivos do sucesso do seriado. Lost avançou sobre o modelo ultrapassado de transmissão de tevê, que obriga o espectador a correr à tevê em dia e horário específicos. Desde a invenção da televisão, no final dos anos 40, esta é a única característica do meio que permanece imutável.
Por enquanto.
A principal contribuição de Lost para a mecânica do broadcast foi o salto de fé em eliminar alguns mecanismos tradicionais de difusão. Sem a obrigatoriedade de segurar o público em casa em um dia de semana à noite, Lost se libertou para criar inovações narrativas que devem ser reproduzidas no futuro próximo.
A tábua das leis de um roteiro de seriado ordena que cada episódio tenha uma história concluída no mesmo capítulo (o que os roteiristas chamam de “arco narrativo fechado”); mas que agregue informações para a longa trama, aquela que só se encerra no fim do seriado. Lost eliminou os arcos menores e se concentrou apenas na grande história. Só é possível entender o seriado assistindo a todos os episódios ordenadamente. É um avanço inclusive sobre telenovelas, que tem núcleos de personagens nascendo e amadurecendo ao longo de toda a saga.
Os produtores só puderam fazer isso porque em 2004, quando o seriado começou, as mídias de suporte já estavam desenvolvidas a ponto de guiar o seguidor confuso. A internet - com seus downloads, fóruns de discussão e bancos de dados colaborativos - amparou o espectador de uma história que desde o início abandonou linearidade, verossimilhança e convenções de gênero.
Restrita apenas à tevê tradicional, Lost se tornaria um emaranhado intransponível e afugentaria a audiência. Servindo-se da rede (ainda que o conteúdo tenha sido pirateado), Lost pôde desengessar o eixo emissor-receptor e criar uma comunidade em torno de si.
O episódio especial final é resultado desta experiência coletiva em torno dos mistérios da trama. O prazer ou a frustração que a resolução do mistério vai provocar dependerá menos das opções dos produtores e mais do horizonte de expectativa de quem assiste.
Osny Tavares , Gazeta do Povo
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